Número de famílias acolhedoras cresceu no Município em 2025

Atualmente, 31 crianças já são atendidas pelo serviço que é considerado uma das referências da Assistência Social jaraguaense
Instituído desde 2018, quando inclusive virou lei municipal, o Serviço de Famílias Acolhedoras administrado pela Secretaria de Assistência Social e Habitação da Prefeitura de Jaraguá do Sul passou por um momento histórico em 2025. Composto originalmente por nove famílias, hoje este número chegou a 29. “Destas, 20 já estão acolhendo crianças, num total de 31 crianças em acolhimento familiar”, destacou, a secretária titular da pasta Bianca Schwartz Uber.
No que se refere a proteção especial de alta complexidade, a secretária ressalta que 2025 foi um ano desafiador. “Isto porque houve meses que ficamos com nosso abrigo super lotado com muitas crianças em acolhimento o que nos levou a investir no Serviço Famílias Acolhedoras”, ressaltou a secretária.
Bianca Uber acrescenta que a pretensão para 2026 é conseguir ampliar este serviço. “A gente conseguiu conquistar mais famílias e também contratamos mais equipes para desenvolver esta atividade dentro do serviço de família acolhedora. Isso contribui para que possamos fazer mais busca de famílias que tenham interesse de acolhimento de crianças”.
Conceito e referência – Como o próprio nome indica o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento provisório à criança ou adolescente afastado do convívio familiar por meio de medida protetiva, nas residências das famílias cadastradas, até que seja viável o retorno à família de origem ou família extensa ou, ainda, encaminhamento para adoção. Desde sua criação, na década passada, este trabalho tornou Jaraguá do Sul uma das referências desta área sendo mencionado como exemplo efetivo em congressos promovidos pelo Governo Federal por meio do Serviço Único de Assistência Social (SUAS) desde então.
O aumento a adesão à iniciativa tornou 2025 um momento histórico neste trabalho. “Afinal, marcou um avanço importante para o Serviço Famílias Acolhedoras da Prefeitura de Jaraguá do Sul. O número de famílias interessadas em acolher crianças e adolescentes cresceu, fortalecendo essa política pública e ampliando seu impacto social”, observou Bianca. “É resultado do trabalho integrado da equipe técnica e do esforço contínuo de divulgação, “que permitiram alcançar um marco importante: hoje há mais crianças em acolhimento familiar do que no Abrigo Institucional Mônica Maria Franzner Lescowicz”.
Bianca destacou que, embora o abrigo cumpra seu papel, o ambiente familiar oferece afeto, rotina e estabilidade essenciais para o desenvolvimento das crianças. “A meta de longo prazo é reduzir ao máximo a necessidade de acolhimento institucional, priorizando o acolhimento familiar.”