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Saúde potencializa atendimento odontológico

11/09/2019 - Publicado por: Jorge Pedroso - Categoria: Saúde - Tags: saude potencializa atendimento odontologico

Serviço abrange tratamentos básicos, especialidades, programas preventivos e aperfeiçoamento dos profissionais

Com o intuito de fortalecer e garantir a qualidade dos serviços odontológicos na rede municipal, profissionais da Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul vêm desenvolvendo estratégias de reorganização do processo de trabalho nessa área. A informação é da gerente de Atenção Básica, Silvia Regina Bonatto Curty, destacando que as medidas proporcionarão, gradativamente, mais celeridade e efetividade nos atendimentos, tanto nas Unidades Básicas de Saúde como no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).

Uma das medidas adotadas foca em um dos principais desafios do setor, que é a redução das demandas reprimidas. Para isso, a partir de análise técnica dos atendimentos realizada por profissional da área, concluiu-se que cada consulta nas Unidades Básicas de Saúde pode ser efetuada com qualidade em até 30 minutos. Essa análise permitiu aumentar o número de vagas e dimensionar as demandas e suas necessidades. Silvia Curty diz que o resultado já pode ser percebido na odontologia infantil, onde a lista de espera, que estava em 2.364 consultas (2.314 primeiras consultas e 50 retornos) até agosto de 2018, passou para 541 (512 primeiras consultas e 29 retornos) no início deste mês e deve ficar dentro das expectativas até o fim de 2019.

Já na odontologia clínica a espera ainda é considerada alta, registrando um total de 8.443 consultas (8.126 primeiras consultas e 317 retornos) no início deste mês, mas com previsão de reduzir essa demanda durante o próximo ano. Para dar conta de todo esse atendimento, a estrutura Secretaria de Saúde na atenção básica no setor de odontologia conta com 26 dentistas (20 com carga horária de 40 horas, quatro de 20 horas e dois de 10 horas), todos atuando nas 27 Unidades Básicas de Saúde do município.

Silvia Curty acrescenta que o alcance dessas metas implica principalmente em obter também uma redução do absenteísmo, pois as faltas dos pacientes às consultas representam uma contribuição considerável a essa demanda reprimida. Somente na odontologia infantil, 1.896 crianças faltaram no dentista em 2018.

ESPECIALIDADES
“O principal desafio é otimizar as consultas nas Unidades Básicas, elevando a qualidade e resolutividade da Atenção Básica, tendo em vista que a Atenção Básica é a porta de entrada do paciente na rede SUS e bem como aos atendimentos especializados”, destaca Silvia Curty. Ela explica que os pacientes encaminhados ao Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que funciona na Policlínica de Especialidades Dr. João Biron – o Centro Vida, obrigatoriamente devem ser avaliados pelos dentistas das Unidades Básicas de Saúde.

Para agilizar esse fluxo de pacientes da Atenção Básica ao atendimento especializado, realizou-se a organização e normatização desse processo por meio de Protocolos de Acesso ao Centro de Especialidades Odontológicas, em vigor desde outubro do ano passado. Essa medida permite o acesso dos paciente baseados em critérios de forma rápida e clara para orientar profissionais e pacientes em relação aos serviços especializados oferecidos no CEO: periodontia, cirurgia oral, radiologia, endodontia, odontologia pediátrica, odontologia PNE, prótese e estomatologia.

Para agilizar esse fluxo de pacientes da Atenção Básica ao atendimento especializado, realizou-se a organização e normatização desse processo por meio de Protocolos de Atenção à Saúde Bucal. Essa medida permite o acesso aos critérios de forma rápida e clara para orientar profissionais e pacientes em relação aos serviços especializados oferecidos no CEO: periodontia, cirurgia oral, radiologia, endodontia, odontologia pediátrica, odontologia PNE, prótese e estomatologia.

De acordo com a gerente de Especialidades, Joana Moreira Oreano, os 12 odontólogos especialistas que atuam nesse Centro já atenderam 6.482 pessoas somente no primeiro semestre de 2019, realizando um total de 14.644 procedimentos e alcançando 99,6% de resolubilidade. Ela acrescenta que, além de todo esse atendimento, o CEO também desenvolve três programas: Anquiloglossia (língua presa), Diagnóstico de Câncer Bucal e Abordagem Individual ao Tabagismo. Da mesma forma que na Atenção Básica, o número de faltas nas consultas especializadas de odontologia é alta. No primeiro semestre deste ano, foram 661 vagas desperdiçadas por falta do paciente na consulta agendada.

ANQUILOGLOSSIA – Segundo Cíntia Gargioni, o Programa de Diagnóstico e Tratamento da Anquiloglossia foi criado a partir da participação de Jaraguá do Sul em um grupo de estudos organizado pela Gerência de Atenção Básica de Santa Catarina, que promoveu discussões sobre o tema. Ela explica que a anquiloglossia (língua presa) impede que a língua se movimente de forma adequada para sugar, por exemplo, o que pode ocasionar dificuldade na amamentação e levar ao desmame precoce da criança. Também afeta as funções de falar, mastigar, deglutir e respirar.

Cintia Garcioni lembra que antes da implantação desse programa foi realizado um projeto piloto em 2018, envolvendo 5.299 crianças em 31 centros municipais de educação infantil para diagnosticar casos de anquiloglossia. Na oportunidade, houve o encaminhamento de 118 crianças ao CEO para avaliação da necessidade de intervenção cirúrgica. Esse projeto, conforme a coordenadora, deu início à adequação do município jaraguaense à Lei nº 13.002, de 20 de junho de 2014, que trata do Teste da Linguinha, resultando em estudo, formulação e implantação do Protocolo de Anquiloglossia da Secretaria de Saúde. “Assim, determinamos fluxos de atendimento e critérios de referência e contrarreferência no município”, complementa.

ABORDAGEM AO TABAGISMO/DIAGNÓSTICO BUCAL – Implantado em abril deste ano, o Programa de Abordagem ao Tabagismo pela Especialidade de Diagnóstico Bucal foi idealizado com base em dados registrados nos últimos cinco anos a partir do acompanhamento de pacientes desse serviço. Cíntia explica que, sendo o tabagismo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer bucal, verificou-se a necessidade de abordar o hábito de fumar diretamente em pacientes tabagistas recebidos na Especialidade de Diagnóstico Bucal já com algum tipo de lesão em boca.

“Portanto, essa nova abordagem recentemente implantada no CEO vai permitir que o paciente, que já possui uma patologia causada pelo tabagismo, consiga receber uma abordagem profissional individual”, enfatiza Cíntia Garcioni. Ela esclarece que “a diferença desse projeto com os já existentes na Secretaria de Saúde, como por exemplo, os grupos de tabagismo, está justamente no fato da abordagem ser realizada individualmente e em pacientes de alto risco para o desenvolvimento de câncer bucal”.

PREVENÇÃO
A coordenadora do CEO destaca que a atuação do setor de odontologia da prefeitura jaraguaense não se restringe ao tratamento oferecido nas unidades de saúde. Também é desenvolvido um trabalho preventivo, por meio do Programa de Prevenção em Saúde Bucal, junto às crianças de 3 a 6 anos da rede municipal de ensino, que são visitadas duas vezes por ano. Há escovação supervisionada e troca das escovas de dentes usadas por novas. Além disso, técnicas em saúde bucal apresentam esse tema de forma lúdica a essas crianças: brincadeiras, histórias, teatro e fantoches – como a peça “Juca com dor de dente”, criada pela equipe da Gerência de Programas.

FORMAÇÃO PERMANENTE
As atividades de formação permanente envolvendo profissionais desse setor completa essa cadeia de ações voltadas à melhoria constante no atendimento em serviços odontológicos oferecidos pela Secretaria de Saúde. Para isso, informa Cintia Garcioni, há um Grupo de Apoio Matricial composto por profissionais dentistas da Atenção Básica e Centro de Especialidades Odontológicas, responsável pela condução de um processo pedagógico que contempla a aquisição e/ou atualização de conhecimentos e habilidades necessárias aos desafios enfrentados no processo de trabalho.

O apoio matricial é realizado de acordo com a equipe de referência. As equipes são consideradas multiplicadoras de ações e estão assim divididas: auxiliares de saúde bucal e técnicos em higiene bucal; enfermeiro(a)s da unidades básicas de saúde; cirurgiões dentistas das unidades básicas de saúde.

CURSO – Nesse sentido, a Secretaria de Saúde promove desde maio de 2018 uma capacitação mensal permanente voltada a auxiliares e técnicas de saúde bucal do município – o curso “Prática clínica para auxiliares de saúde bucal baseada em evidências”, que envolve 33 participantes, entre profissionais das unidades de saúde e do CEO. “Com essa prática, buscamos a atualização profissional acadêmica e pessoal das auxiliares: melhora no padrão comunicacional e formação de profissionais multiplicadores”, informa a coordenadora do Centro de Especialidades Odontológicas, Cintia Silveira Gargioni.
 
ABSENTEÍSMO
Cintia defende que o SUS deve funcionar de maneira organizada, pois todo cidadão tem direito a ser atendido com ordem, organização e garantia de continuidade. Por isso, a importância da criação do sistema de referência e contrarreferência. “Entretanto, o paciente não tem só direitos; pelo contrário, todo cidadão tem também deveres na hora de buscar atendimento de saúde”, avalia a odontopediatra, responsável pela coordenação dos Protocolos em Odontologia.

Ela destaca que quando alguém falta à consulta e não comunica, outra pessoa também fica sem atendimento. Pacientes ausentes nas consultas deixam equipes ociosas e dificultam a agilidade das filas de espera. Além de gerarem custos desnecessários ao município. Se você tiver uma consulta agendada, não falte. Se não puder comparecer, comunique com antecedência. Se não precisar mais da consulta, avise. Sua atitude poderá ajudar a diminuir a fila da Saúde Bucal.



 




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