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Mais de 23 mil jaraguaenses se vacinaram contra o sarampo em 2019

22/01/2020 - Publicado por: Patricia - Categoria: Saúde - Tags: sarampo

Estratégia adotada pela Secretaria da Saúde envolveu diversas ações. Equipes da Vigilância Epidemiológica foram a empresas, faculdades, estenderam horários dos postos e fizeram visitas domiciliares


Doenças consideradas erradicadas no Brasil voltaram a preocupar os sistemas de saúde em 2019. A febre amarela e o sarampo exigiram medidas eficientes com objetivo de se evitar surtos das doenças. Desde 2000 a circulação endêmica do vírus do sarampo estava interrompida em Santa Catarina, com registros apenas esporádicos e importados.

A situação mudou no ano passado quando 288 casos foram confirmados no Estado. Em Jaraguá do Sul, foram 12 exames positivos dos 40 realizados, aqui, todos considerados importados, ou seja, a pessoa adquiriu o vírus fora do município. Em 2020, um novo caso foi notificado.

Como trata-se de uma doença de alto contágio, - os infectologistas chegam a dizer que se em um avião com 100 pessoas uma tiver o vírus outras 90 serão infectadas -, a estratégia para evitar um surto no município exigiu rapidez e assertividade. Para se ter uma ideia, quem está com sarampo pode transmitir a doença para uma média de 12 a 18 pessoas e isso antes mesmo dos sintomas aparecerem.

Sendo a vacina a única maneira de proteger a população, o chamado bloqueio realizado pela Vigilância Epidemiológica envolveu ações em empresas, faculdades, supermercados, visitas domiciliares e extensão do horário de vacinação nos postos. O cuidado extra fez com que 23 mil pessoas fossem imunizadas. Na avaliação da gerente de Vigilância Epidemiológica, Fabiana da Silva Ananias, as ações tomadas pela Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul foram eficientes para evitar um surto na cidade. “Foi um desafio novo para nossa equipe. Doenças que ninguém falava mais de repetente estão aí e podem ter consequências graves. Conseguimos um bom resultado, mas continuamos tendo a missão de fazer as pessoas se conscientizarem sobre a importância de estar com as vacinas em dia. É um ato que protege a própria saúde e também a de outros”, diz.

Dentro desta estratégia, de 10 de fevereiro a 13 de março, está programado um novo mutirão de vacinação, voltado ao público de 5 a 19 anos. Na oportunidade, as carteiras de vacinação também serão avaliadas. “As pessoas devem buscar saber se estão com todas as imunizações em dia. Muita gente tem dúvida. Procure um posto, nossos profissionais irão auxiliar. A carteira de vacinação é um documento importante”, alerta a enfermeira Milena Machado.

Segundo o supervisor de Vigilância Epidemiológica, Geovani Carvalho Lombardi, quem perdeu a carteira de vacinação também deve procurar uma unidade de saúde para regularizar a situação. “A vacinação é a forma de prevenir e acabar com a cadeia de transmissão das doenças”, ressalta. 



Sarampo
É uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus, que pode causar complicações à saúde e, em casos mais graves, levar à morte. O sarampo é extremamente contagioso, o vírus se espalha facilmente pelo ar e permanece no ambiente por até duas horas. A transmissão ocorre através da respiração, tosse ou espirros. Uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para uma média de 12 a 18 pessoas que nunca tenham sido expostas ao vírus anteriormente ou que não tenham se vacinado. A única maneira de evitar o sarampo é com a vacinação.




Manifestações clínicas

Caracteriza-se por febre alta, acima de 38,5°C, exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal, tosse seca (inicialmente), coriza, conjuntivite não purulenta e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos amarelados na mucosa bucal, na altura do terceiro molar, antecedendo o exantema)

De forma simplificada, as manifestações clínicas do sarampo são divididas em três períodos.

•Período de infecção – dura cerca de 7 dias, iniciando-se com período prodrômico, quando surge a febre, acompanhada de tosse, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2º ao 4º dia desse período, surge o exantema, quando se acentuam os sintomas iniciais. O paciente apresenta prostração e lesões características de sarampo (exantema cutâneo maculopapular morbiliforme de coloração vermelha de direção cefalocaudal).


•Período toxêmico – a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana é facilitada pelo comprometimento da resistência do hospedeiro à doença. São frequentes as complicações, principalmente nas crianças até os 2 anos de idade, especialmente as desnutridas, e nos adultos jovens.

• Remissão – caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, com declínio da febre. O exantema torna-se escurecido e, em alguns casos, surge descamação fina, lembrando farinha, daí o nome de furfurácea. É durante o exantema que, geralmente, se instalam as complicações sistêmicas, embora a encefalite possa aparecer após o 20º dia.

Suspeito

• Todo paciente que apresentar febre e exantema maculopapular morbiliforme de direção cefalocaudal, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independentemente da idade e situação vacinal; 

• Todo indivíduo suspeito com história de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo, nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou para local com circulação viral.






 




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