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Dois trabalhos de Jaraguá vão para a Feira Nacional de Matemática

06/10/2017 - Publicado por: Clarissa Borba - Categoria: Educação - Tags: trabalho jaragua acre feira nacional matematica verbinnen meirelles

A curiosidade foi o componente principal da pesquisa de matemática feita por alunos da Escola Marcos Emílio Verbinnen, na Estrada Nova. A pesquisa foi tão bem feita que foi selecionada para o evento que reúne os melhores trabalhos de matemática do País, a Feira Nacional de Matemática - que acontecerá de 30 de maio a 1º de junho de 2018 no Acre. Trata-se do trabalho “A economia como princípio da riqueza”, dos alunos Luis Antonio Hippler e Rafael Lucas da Silva, do 4º ano da Escola Marcos Emílio Verbinnen. O professor Sadi Benito Lenzi foi o instigador da curiosidade.

“Tudo o que os alunos perguntavam sobre matemática, eu não respondia. Instigava-os a pesquisar. Eles é que precisavam descobrir. Por exemplo, queriam saber se cada país tinha uma moeda diferente. Fomos pesquisar na internet. Pesquisaram mais de 50 países, cada um com uma moeda monetária diferente. Queriam saber se a moeda ‘real’ sempre foi essa, ou se já houve outras moedas no Brasil. Descobrimos os reis, cruzeiros, cruzeiros reais, entre outras. Pais, parentes e amigos se envolveram na pesquisa e forneceram notas antigas, que emolduramos em quadros”, conta Sadi. Além disso, fizeram pesquisa com os pais para saber se eles conversavam com os filhos sobre dinheiro, como gastá-lo, como poupá-lo, se os levam junto ao mercado e também quiseram saber se os pais davam mesada, para incentivar os filhos a aprender a lidar com o dinheiro. Descobriram, por meio de confecção de gráficos, que a maioria dos pais conversam com os filhos sobre dinheiro, mas também descobriram que a maioria não poupa dinheiro.

Outro pedido da turma do 4º ano era para que a matemática também servisse para jogar e brincar e não só “trabalhar nos problemas”. Então o professor Sadi incentivou os alunos a confeccionar uma trilha da matemática e um jogo de argolas. Com isso, as contas passaram a ser usadas como competição em jogos, o que aumentou a vontade do conhecimento na disciplina.

Esse projeto, que começou no início do ano e culminou em um trabalho de feira, foi apresentado em Jaraguá (Feira Regional de Matemática), Criciúma (Feira Catarinense de Matemática) e agora será apresentado no Acre (Feira Nacional de Matemática), em 2018. Sadi explica que os dois alunos ficaram entre os quatro trabalhos selecionados entre 38 projetos dos 4ºs anos, em Criciúma. “Alguns jurados nos perguntaram se já havíamos patenteado nossos jogos de matemática. Isso nos faz acreditar que realmente inovamos”, alegra-se o professor. Vai ser a primeira vez que as crianças sairão do Sul do País.


“Desenvolvendo a lógica” foi outro trabalho selecionado

Idealizado pela professora Michele Dias Velasquez Fontana, do Pré II da Escola Municipal Vitor Meirelles, localizada no bairro Três Rios do Norte, o trabalho "Desenvolvendo a lógica, brincando com os Blocos!" atraiu os olhares dos jurados da Feira Catarinense de Matemática.

O projeto começou em maio e foi aplicado nos quatro meses seguintes com as crianças e consistiu no uso dos blocos lógicos para desenvolvimento da lógica nas crianças por meio de jogos. A professora conta que foi criada uma caixa de blocos lógicos feitos com o uso de EVA reaproveitado, com 48 peças que resultaram em 20 jogos. Os blocos são as figuras geométricas de diversas formas, espessuras e cores. "Aos poucos, eu fui criando jogos estruturados com eles, começando com os mais simples e aumentando a complexidade em seguida", conta a professora, entusiasmada com os resultados obtidos com a evolução no aprendizado das crianças.

Através das brincadeiras, os estudantes começaram a explorar os blocos lógicos, identificando as formas, cores e espessuras das figuras geométricas. A partir dali, começaram as atividades mais complexas, como construir uma torre com uma quantidade de caixas de diferentes formas, e os jogos, como o jogo do palito, jogo da velha de formas, pinball, dominó de formas, cabelo maluco, entre outros. "São conceitos que eles deveriam ter em anos posteriores, mas, conseguimos no Pré trabalhar isso e obter resultados fantásticos", diz a professores. "Cada jogo tinha o seu objetivo e a complexidade foi aumentando ao longo do aprendizado. E foi muito importante que eles vivenciaram o projeto", avalia.

Conforme a professora, no decorrer das atividades desenvolvidas com a turma, as crianças aprenderam a exercitar raciocínio lógico, fato que possibilita que os jogos ganhem maior complexidade. Assim, as crianças apropriaram-se das regras e dos conceitos trabalhados, potencializaram o raciocínio lógico e ganharam autonomia nas atividades propostas. Para a Feira Nacional, embora toda a turma tenha se empenhado na construção do projeto, dois alunos acompanharão a professora Michele. Nicolas Henrique da Silva e Nathan Lucas Lima Ferreira, ambos de seis anos, que estão muito empolgados com a conquista e dispostos a fazer bonito no Acre.

A diretora, Marlise de Fátima Moretti, vai acompanhar o grupo e diz que para a escola a conquista é um verdadeiro prêmio de reconhecimento por tantas práticas pedagógicas significativas desenvolvidas na unidade, semelhantes à da professora Michele e seus alunos. "Servirá de estímulo para todos os funcionários, pois agrega princípios como sonhar, acreditar e realizar. Somos capazes quando sonhamos, acreditamos e realizamos a parte que nos cabe no processo de aprender e transformar", enfatiza. "Outro motivo é que a escola passará a ser conhecida a nível nacional. Um pedaço do Brasil, que pela educação infantil, está apontando novos rumos e ações para a educação brasileira", finaliza.
 




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