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Debate sobre violência contra a pessoa idosa reúne 300 pessoas

20/06/2017 - Publicado por: Rogério Tallini - Categoria: Social - Tags: social idoso violencia terceira idade debate

O rompimento do silêncio é o primeiro passo para se resolver a violência contra o idoso. A afirmação é da juíza da 1ª Vara Criminal, Anna Finke Suszek, que participou do debate sobre violência contra a pessoa idosa promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos dos Idosos (CMDI) e Secretaria da Assistência Social e Habitação.

O evento ocorreu nesta terça-feira (20), no Centro de Convivência (pavilhão C do Parque de Eventos), em referência ao Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa (em 15 de junho). Além da juíza, o evento contou com a presença do promotor Diego Rodrigo Pinheiro, da 8ª Promotoria de Justiça.

Em sua fala, a juíza mencionou ainda que os casos de violência contra a pessoa idosa é uma situação vivenciada pela Justiça diariamente, e lamentou o fato, acrescentando que as histórias, geralmente, são parecidas. “Sofrer calado não resolve nada. Ficar calado é pior”, orientou ela aos cerca de 300 idosos e profissionais da área que participaram do debate. “Ter a consciência de conversar com outras pessoas da família e amigos sobre o que vem ocorrendo é uma das maneiras de buscar ajuda”, comentou.

O debate foi precedido pela apresentação da peça “Velho Joaquim”, com o Grupo Gats, abordando, de forma lúdica, a questão da violência e suas várias formas de manifestação. Voltado à população idosa, aos profissionais das áreas da Saúde e da Assistência Social e à comunidade em geral, o evento também contou com a participação do prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, e da secretária da Assistência Social e Habitação, Maria Santin Camello, entre outras autoridades municipais, recepcionados pela presidente do CMDI, Marli Cardoso Baehr.

O prefeito Antídio Aleixo Lunelli lembrou da época de infância, onde o tratamento aos idosos era muito diferente da realidade atual. “O idoso era respeitadíssimo em todos os aspectos e as pessoas tinham carinho muito grande por eles. Infelizmente, o mundo foi mudando e, hoje, vemos que o idoso é explorado e por pessoas bem próximas, o que é mais lamentável ainda”, disse ele.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idoso, Marli Cardoso Baher, expôs alguns números da violência contra a pessoa idosa e destacou que é importante tornar visível aos olhos da sociedade o que vem ocorrendo. “O Disque 100 mostra que a cada dez agressões a idosos, seis são praticadas pelos filhos; 60% dos agredidos são mulher; 38% das denúncias são por abuso financeiro e 26% são por violência física”, destacou. “Precisamos de ações de enfrentamento e política pública que atenda esta demanda”, enfatizou.

Para a secretária de Assistência Social e Habitação, Maria Santim Camelo, destacou que o perfil do idoso tem mudado nos últimos anos. “As políticas públicas para a população idosa precisam observar essas mudanças, para atender com maior efetividade as suas reais necessidades. Temos que preparar as novas gerações para assegurar um envelhecimento digno e saudável”, disse.

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