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Caminhada é ponto alto da programação do Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher

29/11/2019 - Publicado por: Pedro Bortoloti Jr - Categoria: Social - Tags: mulher não violência social campanha feminicídio vítimas

A programação para lembrar da data alusiva ao Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher terá seu ponto alto amanhã (30), com uma caminhada de sensibilização promovida pela Secretaria de Assistência Social e Habitação, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). A concentração ocorre na Praça Ângelo Piazera, com roteiro que segue pela Marechal Deodoro da Fonseca, Reinoldo Rau e retorno à praça. Na segunda-feira (25), dia alusivo à questão, houve lançamento de vídeo para os cinemas com o temática “não deixe o conto de fadas virar caso de polícia”.

As ações lembram das 52 vítimas de feminicídio, homicídio contra a mulher devido à violência doméstica ou discriminação de gênero de Santa Catarina, no período de janeiro a 15 de novembro. Cada uma das vítimas de feminicídio no Estado será lembrada com um sapato confeccionado em madeirite pelos idosos da oficina de marcenaria do Centro de Convivência – com iniciais do nome, idade e cidade onde moravam. Após o evento, os sapatos ficarão expostos no Creas de atendimento à mulher, no bairro Nova Brasília. “A caminhada é um alerta à sociedade. Não podemos mais aceitar que uma mulher seja morta a cada duas horas e que haja um estupro a cada 11 minutos. Há a necessidade de mudar essa realidade urgentemente com o apoio e engajamento de instituições, governo e sociedade. Já não é mais admissível que mulheres sejam mortas dentro de suas próprias casas por seus parceiros ou ex-parceiros", pondera a secretária Maria Santin Camello.

Em Jaraguá do Sul, o Creas Nova Brasília, que é a porta de entrada para os casos desta natureza, atendeu, de janeiro até 21 de novembro, 41 mulheres vítimas de violência (física, psicológica, sexual). Estes casos são de mulheres que procuraram voluntariamente o serviço. “Outros chegam até o Creas por meio do Conselho Tutelar, Ministério Público ou do poder judiciário”, explica a supervisora do Creas Nova Brasília, Vanessa Bier Mathias. Em nível nacional, a cada 90 minutos uma mulher sofre violência.

Para a gerente de Proteção Social Especial de Média Complexidade, Maria Andréia Stanck, é necessário que as mulheres percebam quando estão em um relacionamento abusivo, que não aceitem agressões psicológicas ou de nenhuma outra natureza. “Toda mulher sonha em ter um relacionamento saudável, digno de uma princesa, porém, infelizmente, nem sempre a história termina como nos contos de fadas. Por isso, o slogan da nossa campanha faz relação com o sonho do relacionamento ideal, do príncipe encantado que, por vezes, pode ser um agressor”.

Mulheres vítimas de violência podem procurar o Creas do bairro Nova Brasília, que fica na Rua José Emmendoerfer, 328, telefone 3371-8445. O local conta com profissionais especializados, incluindo psicólogo, assistente social, pedagogo, terapeuta ocupacional e advogado, preparados para esse tipo de atendimento. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 8 às 17 horas, sem fechar para o almoço. O objetivo é o fortalecimento da família e de sua capacidade de proteger os seus membros, rompendo o ciclo de violência. “Não existe mulher que gosta de apanhar. O que existe é mulher humilhada demais para denunciar, machucada demais para reagir e com medo demais para acusar”, evidencia Maria Andréia.

Data homenageia irmãs torturadas e assassinadas - Uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado e 133 milhões de mulheres e meninas sofreram mutilação genital, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Muitas vezes, essas violações tornam-se invisíveis ou tratadas como algo restrito à esfera familiar, mas o silêncio começou a ser rompido a partir de 1981, com a institucionalização da data.

A data foi designada oficialmente em 1999 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para homenagear as irmãs Maria Teresa e Minerva Maribal, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo. Conhecidas por "Las Mariposas", buscavam soluções para problemas sociais.

Alguns tipos de violência contra a mulher:
Física

Empurrar, chutar, amarrar e bater;

Moral
Caluniar, injuriar e difamar;

Sexual
Pressionar à prática do ato sexual, negar-se a usar preservativo e proibir o uso de métodos contraceptivos;

Patrimonial e econômica
Controlar seu dinheiro, impedir de trabalhar, destruir seus pertences e ocultar bens e propriedades;

Psicológica
Humilhar, insultar, isolar, perseguir e ameaçar.

Por que a mulher que sofre violência deve procurar o Creas?
Porque toda e qualquer violência não deve ser tolerada. O Creas possui uma equipe especializada para acolher, ouvir, orientar e apoiar a mulher que sofre violência. No Creas, a mulher encontrará um ambiente adequado para ser acolhida com respeito, dignidade e com sigilo das informações prestadas, visando a garantia e a defesa de seus direitos. A mulher que tiver seus direitos violados pode procurar esse serviço a qualquer momento, sem necessidade de agendamento.



 




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