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Banda escolar vai tocar cavaquinho, pandeiro e ter samba no pé

19/08/2019 - Publicado por: Clarissa Borba - Categoria: Educação - Tags: banda escolar marcial samba projeto resgate cultura popular brasileira

Alunos da Estrada Nova participam de projeto para resgate da cultura popular brasileira

O professor de educação física e idealizador do projeto “Samba não tem cor”, José Luiz Pereira, mais conhecido como Tisso da Escola de Samba Despertar do Amanhã, não quer se aposentar na Escola Marcos Emílio Verbinnen (Estrada Nova) antes de realizar um sonho. O de formar uma banda marcial e de resgatar nas crianças a cultura do samba raiz. Desde o mês passado, o sonho de Tisso começou a se tornar realidade.

Com a premiação de R$ 20 mil do Ministério da Cultura que, após descontado o imposto de renda, tornam-se R$ 11,8 mil, o professor comemora o início dos ensaios da banda da escola. O projeto foi selecionado entre 35 mil inscritos no Prêmio Culturas Populares, do Ministério da Cultura, edição 2018. Está entre os cinco únicos prêmios distribuídos em Santa Catarina. O dinheiro servirá para comprar os uniformes da banda, compra e manutenção de instrumentos musicais, viagens de intercâmbio. Mas se não fosse o apoio da escola, da Secretaria de Educação – com o pagamento de uma professora de samba no pé – e do voluntariado do instrutor da banda, Wanderley Rosa, o sonho ainda estaria “engatinhando”, como afirma o próprio autor do projeto. 

Tisso, Wanderley e cerca de 20 alunos começaram os ensaios da banda nas férias escolares. Isso mesmo. Durante as férias a escola abriu as portas para os alunos, os pais se empenharam em levá-los todos os dias para os ensaios, e o estabelecimento de ensino se tornou um estúdio de percussão. Tudo para dar tempo de participar do Desfile de Aniversário de Jaraguá, comemorado, neste ano, no dia 29 de julho. Em frente a Arena Jaraguá os membros da recém-nascida banda da Escola Marcos Emílio Verbinnen surpreenderam pela coragem, disciplina e empenho. Tiveram apenas duas semanas para ensaiar e já conseguiram atrair os olhares de quem assistia ao desfile.    

Agora a banda já conta com 40 membros que, além de tocar os instrumentos tradicionais de uma banda marcial, vão aprender a tocar o pandeiro, cavaquinho, chocalho, tamborim e agogô. Mas não é só isso. Essa banda também vai se diferenciar por ter dançarinos com samba no pé. A plateia que assistir à banda não vai se admirar somente com os instrumentos e o samba tocado, mas também com o samba dançado. Pra isso, cerca de 30 alunos vão ter aulas com uma sambista de primeira, que também é professora na Escola Marcos Emílio. “É um sonho realizado pra mim também, como diretora. Ter uma banda significa sair das paredes da escola, mostrar nosso trabalho para a comunidade”, festeja a diretora Rosângela Kleine. A banda vai ter aulas com mestre no pandeiro e tem viagens marcadas para Florianópolis, Joinville e São Francisco do Sul, para trocar experiência sobre o samba. 





 




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